Começando pelo início.
Descobrir que estava grávida novamente não me assustou nem um pouco, confesso que até fiquei radiante. A Constança tinha apenas 12 meses mas já tínhamos definido que a meio desse ano queríamos engravidar por isso só nos antecipamos seis meses, o que nessa fase da Constança fazia muita diferença!
A grande preocupação surgiu no momento da ecografia. Minutos antes a obstetra tinha-me dito que tinha ocorrido a mesma situação com ela, tinha um filho de 12 meses quando engravidou e eram DOIS! Disse-lhe de imediato para não me dizer uma coisa daquelas, que estava fora de questão eu ter gémeos.
Começou então a ecografia e estava muito silenciosa. Perguntei se havia algum problema ao qual me disse para ver eu mesma. E virou o ecrã para mim. Não queria acreditar! Eram duas bolsas. E a minha reação imediata foi dizer: gémeos?! Eu não posso ter gémeos! Penso que seja um sentimento recíproco à maioria dos casais no momento em que lhes é dito que são dois.
Uma das bolsas estava muito mais pequena do que a outra e a obstetra ressalvou que achava que aquela não ia desenvolver. Pode parecer horrível mas confesso que fiquei feliz! Ter gémeos nunca fez parte dos meus planos e com uma bebe ainda tão pequenina isso assustava-me imenso.
Para verificar se realmente a outra bolsa estaria ou não a evoluir fizemos uma nova ecografia alguns dias depois. E ouvi aquilo que mais desejava! Aquela bolsa não evolui. Respiramos de alívio! Por pouco tempo.
A obstetra estava então a avaliar o tamanho da outra bolsa e mais uma vez o silêncio. Perguntei novamente se estava tudo bem e novamente o ecrã foi virado para mim. Havia batimentos cardíacos em dois pontos diferentes dentro da mesma bolsa. Ainda questionei se não seria apenas o cordão umbilical mas não. Eram mesmo dois corações. A pergunta que se seguiu (patética por sinal): isso quer dizer que eram três?! Afinal continuava a ter motivos para respirar de alívio, eram SÓ dois.
Costumo ser muito optimista e nunca complicar mas não posso negar que esta situação me deixou muito apreensiva e até apática. Eram muitas mudanças para assimilar! E só uma semana depois é que conseguimos falar sobre isso e dar a novidade aos nossos familiares.


